
(...) nós nos apropriamos dos gestos, desviamos dos atos e vomitamos sinais que indicam a nossa relação com as imagens e determinam a nossa percepção da realidade transformada em hipotética. Então, o mundo se restringe ao ícone, um altar em frente ao qual o fotógrafo pratica os seus rituais. Mas se a liturgia, a oração e o sermão são ainda os instrumentos de culto em vigor, para os fotógrafos, a verdade e a liberdade se encontram somente no espaço da confissão.(...)